fazer IELTS

Tudo o que precisa saber para fazer o IELTS!

Na quinta feira, dia 11 de outubro, eu finalmente fiz o exame do IELTS.

Se você já está planejando seu intercâmbio há algum tempo, sabe do que eu estou falando. Se não, saiba que esta prova é uma etapa importantíssima se pretende estudar fora.

Não são todas as modalidades de intercâmbio que exigem o IELTS. Se sua intenção for, por exemplo, fazer um curso de inglês, não tem necessidade. Mas se pretende fazer um college, MBA, trabalhar ou até mesmo migrar para um país de língua inglesa, vai ter que fazer sim.

Bom, se já começou suas pesquisas, sabe que o IELTS não é a única opção de exame de proficiência, existem outros testes como o TOEFL e o Cambridge, além de provas que as próprias instituições oferecem.

Contudo, eu escolhi fazer o IELTS e vou explicar o porquê, assim você também pode decidir se essa é a melhor opção para você.

Mas antes, deixa eu explicar direitinho o que é esse exame e porquê você tem que fazer.

O que é o exame do IELTS?

IELTS é a sigla para International English Language Testing System. Basicamente, o exame testa sua capacidade para se comunicar em inglês.

Ele é dividido em 4 partes: speaking, listening, reading e writing. Sendo que o speaking é agendado em horário, e talvez até mesmo em uma dia diferente da prova escrita das outras competências.

Existem duas modalidades do exame, o Academic, voltado para cursos de graduação e pós-graduação, e o General training, utilizado para quem vai trabalhar no exterior e pela imigração dos países de língua inglesa. (Na verdade existem outras modalidades, como o IELTS Life Skills e o UKVI, mas não interessa pra gente no momento)

Tenha certeza de selecionar a modalidade certa que você precisa ao fazer a inscrição para o IELTS. Você pode conferir essa informação no site da instituição que pretende ingressar ou com seu agente de intercâmbio.

As notas vão de 1 à 9, sendo 1 “por que você gastou dinheiro fazendo uma prova de inglês se nem sabe inglês?” e 9 “praticamente um nativo”.

Porque é preciso fazer exame de proficiência?

Acredite, é para o seu próprio bem!

Se você já fez faculdade, curso técnico ou até mesmo um bom ensino médio, sabe que todo esse processo educacional não é fácil. É desgastante, leva tempo e custa (seja dinheiro ou sua saúde física e mental).

Agora imagine fazer isso em outra língua!

As instituições de ensino só querem ter a certeza que você tem capacidade comunicativa para acompanhar as aulas. Eles (e você) não querem perder tempo (e dinheiro [muito dinheiro]) com um aluno que não vai aproveitar o curso por não entender o que está acontecendo.

Afinal, você vai precisar ler e escrever textos e ouvir e discutir com seus colegas. Isso, sem contar que você precisa viver! É preciso se comunicar para achar uma boa padaria e depois pedir um pão.

Um exame de proficiência comprova que você pode fazer isso com maestria e o inglês não vai ser uma barreira para seu bom aprendizado.

E não vai achando que fazer intercâmbio em algum país de língua não inglesa vai te livrar dessa. Todo país exige exame de proficiência!

Se você for um estrangeiro que deseja estudar no Brasil, prepare-se para o Celpe-Bras.

Porque eu escolhi o IELTS

A instituição que pretendo ingressar, o BCIT, aceita várias opções para comprovação de proficiência. IELTS, TOEFL, Cambridge, um específico do Canadá, pathway, entre outros.

Pathway eu excluí porque leva mais tempo e dinheiro (se não sabe o que é pathway clique aqui). E o específico do Canadá, foi porque não poderia ser usado em nenhum outro país.

Entre os 3 que sobraram, eu exclui o Cambridge pois ele não tinha data disponível para quando eu precisava fazer a prova (as datas de aplicação do Cambridge são mais espaçadas que os outros testes).

Depois disso sobrou IELTS e TOEFL.

Inicialmente, eu pretendia fazer o TOEFL por uma questão de desinformação. Eu acreditava que o IELTS era especificamente para o inglês britânico e como estou acostumada à vertente americana, achei que me daria melhor com ele.

Entretanto, uma detalhe muito importante me fez prestar mais atenção ao IELTS: o preço do dólar.

Na época em que fiz a inscrição, o dólar estava acima de R$4,00 e o TOEFL é cobrado em dólar. Ou seja, US$215 (preço do TOEFL hoje) + IOF + taxa de cartão de crédito internacional, iria sair quase R$1.000,00 à vista! (Dinheiro que não tenho).

Então fui olhar o preço do IELTS, R$840,00, o que nem é assim tão distante de mil. Mas, porém, contudo, entretanto… Esse exame é cobrado em reais, logo, sem taxas adicionais, e (melhor ainda) a Cultura Inglesa parcela em até 3x!

Sim, eu escolhi o IELTS por questões monetárias. E no final só saí ganhando!

Primeiro que o teste não é só para inglês britânico, ele aceita qualquer sotaque que o aluno preferir.

Segundo que o Speaking (a parte falada) é diretamente com uma pessoa, não com o computador, como é com o TOEFL, o que facilita e muito.

E por último, mas não menos importante, o IELTS é mais popular, logo, mais material disponível para estudo.

Decidiu pelo IELTS também? Veja como se inscrever

Algumas etapas para seguir:

  1. Entre no site da Cambridge Assessment English (os idealizadores da prova)
  2. Encontre o centro de aplicação mais perto de você
  3. Escolha uma data para fazer a prova
  4. Preencha o cadastro
  5. Pague a inscrição

E tá pronto o sorvetinho!

Dicas importantes:

  • Decida a data que pretende fazer o exame

Leve em consideração para quando precisa do resultado (a data limite para enviar o resultado para a instituição de ensino).

O IELTS demora 13 dias corridos para disponibilizar a nota online mas, normalmente, as escolas querem o resultado que te mandam em papel, digitalizado, então adicione o tempo de entrega do papel (no site diz “até duas semanas”). Alguns centros de aplicação permitem que o estudante retire o papel em mãos no 13º dia.

Os organizadores do exame permitem selecionar algumas instituições para enviar o resultado diretamente, sem que precise passar por você. Se for fazer a prova em cima da hora, escolha essa opção.

Basicamente, tente fazer o exame com pelo menos um mês de antecedência da data de inscrição do curso. Se não for possível, tenha a certeza que a escola obtenha acesso a sua nota.

  • Faça a inscrição com antecedência

Faça a inscrição antes de tudo. As vagas para cada dia são limitadas e você não quer perder por ter deixado para última hora.

  • Prepare-se para fazer a prova

Não estou falando de estudar, estou falando de se preparar para o dia mesmo.

Se for durante a semana, talvez precise pedir folga do trabalho ou faltar na aula. E se você morar em um cidade diferente a do centro de aplicação da prova, prepare-se para o deslocamento.

Entenda o que pode e o que não pode levar e se organize com antecedência.

Como eu estudei para o exame do IELTS

A primeira coisa que fiz foi descobrir qual a “nota de corte” do college que pretendo ingressar. No meu caso, 6,5. Depois, fui entender qual a nota que eu poderia alcançar com meu nível de inglês. No meu caso, 7.

A título de referência, você pode descobrir sua possível nota, comparando com seu nível de acordo com o CEFR:

CEFRIELTS
A11.0-1.5
A22.0-3.5
B14.0-5.0
B25.5-6.0
C16.5-7.5
C28.0-9.0

 

Você pode conferir aqui uma tabela detalhada e com mais informações sobre essa comparação.

Contudo, essa informação não deve ser levado ao pé da letra. Uma vez, li uma pesquisa que dizia que, normalmente, a gente tira cerca de 40% a mais ou a menos na prova real comparado ao simulado.

Por isso quis ter certeza de arrasar no simulado para tirar uma boa nota no teste real.

Bom, para início de conversa, eu fiquei tão preocupada com esse negócio do preço do TOEFL, que só percebi a possibilidade do IELTS bem em cima da hora.

Basicamente, tive menos de um mês para estudar para uma prova que eu mal sabia da existência.

Minha primeira atitude foi descobrir tudo o que eu poderia sobre a prova, porque uma coisa eu sei, nesses cursinhos para concurso público, não é ensinado conteúdo/matéria e sim, como essas provas funcionam e os macetes para passar.

Como não seria possível melhorar meu inglês em um mês, foquei em aprender a como fazer a prova no nível que eu estava para alcançar um nível acima.

Posso dividir minha preparação em 3 etapas:

  1. A pesquisa:

Eu passei por volta de uma semana pesquisando material online de qualidade. Como o que não falta na internet é bobagem inútil, fiz questão de filtrar essa parte com cuidado.

Aprendi tudo sobre como a prova funcionava (quantidade e tipos de questão, tempo de prova, formato, etc…) e selecionei os materiais que me pareceram interessantes.

  1. O estudo:

Com o material em mãos, criei um cronograma, respeitando minhas necessidades e disponibilidade.

Eu sabia que precisava estudar bastante, pois por mais que possa me enquadrar no nível C1, sou autodidata no inglês e por isso peco muito em alguns quesitos que poderiam fazer toda a diferença.

Então, fiz questão de passar um mês inserida num “mundinho do inglês”. A menos que eu não pudesse evitar, tudo o que eu lia, ouvia e via, tinha que ser em inglês.

Mas, desconsiderando isso, faço faculdade de manhã e trabalho em tempo integral depois. Que hora iria estudar?

Bom, depois do trabalho e ônibus foram a solução.

Estudei por duas horas toda noite e enquanto estivesse dentro de ônibus, eu lia algo ou escutava algum podcast relevante, assim aprimorei minhas habilidades para a prova (e meu inglês no processo). Aos finais de semana me dediquei exclusivamente ao estudo.

Foi cansativo, mas foi apenas um mês e não morri por fazer esse sacrifício.

  1. Últimos dias:

Nos últimos dias antes da prova, eu já me sentia bem confortável no quesito “conhecer a prova”. Dessa forma, continuei a fazer simulados e fiz questão de descobrir quais os maiores erros que as pessoas cometem para evitá-los.

Também me preparei logisticamente. A prova foi em minha própria cidade, mas descobri com antecedência qual o ônibus deveria pegar e quanto tempo levaria. Aproveitei para deixar separado 2 lápis, borracha e um lanche (porque saiba que sairia de lá morrendo de fome).

Chegou o dia da prova

Cheguei ao centro de aplicação com aquela sensação que devia ter estudado mais e a mão tremendo de nervoso. Mas respirei fundo e fui.

Fiz primeiro o Speaking às 9h da manhã e fui bem, ou pelo menos, acreditei que fui. Sei que poderia ter usado melhor meu vocabulário e isso vai pesar na minha nota, mas consegui responder tudo, não gaguejei e mostrei confiança.

Depois fiquei lá enrolando até às 12h, quando deveria começar a parte escrita. Estava me sentindo confiante pelo Speaking e no geral acredito que fui bem. Não por ter o melhor inglês (o que não procede) mas porque eu conhecia a prova (e muito bem!) e sabia o que estava fazendo.

E o resultado disso? Bom, ainda não sei. Como disse, leva 13 dias para sair o resultado e eu fiz a prova no dia 11 de outubro.

No dia 24 eu volto aqui para te dizer se deu certo 😉

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